Uma das formas mais comuns de pagamento de mercadorias no Brasil é o que chamamos de parcelamento. Essa é basicamente uma opção para dividir o valor total de uma compra em parcelas mensais.

Essa estrutura faz parte do marketing corporativo e da cultura nacional do consumidor. Os brasileiros estão mais acostumados a ver anúncios destacando mais o valor da parcela do que o valor total de um produto.

E o parcelamento por carnê é possível para as pessoas que não tem acesso aos cartões de crédito.

Como funciona o parcelamento de compras?

O parcelamento é o resultado da baixa renda e dos custos agregados do produto (como impostos) que tornam o pagamento à vista proibitivo para a maioria da população.

Esse método de pagamento está disponível em todos os cartões de crédito emitidos no Brasil, e a quantidade de parcelas permitidas por cartão é definida como lojistas e limite de crédito. Está também disponível para carnês de compras em algumas lojas. Para fazer o parcelamento, é preciso ter limite de crédito no seu cartão ou ter seu carnê aprovado.

Cada loja pode criá-lo em parcelas e todos os cartões de crédito estão prontos para cobrar mensalmente no saldo. É possível ter no mesmo cartão diferentes parcelas de muitas lojas

EX:

Loja A – Compra de R$1000 – parcelamento – 10 pagamentos de R$100 por mês

Loja B – Compra de R$300 – Plano parcelado – 3 pagamentos de R$100 mensais

Loja C – Compra de R$2.000 – Plano parcelado – 4 pagamentos de R$500 por mês

Esses valores são transferidos pelos adquirentes do cartão de crédito (empresas que conectam bancos e marcas de cartão de crédito como Visa e MasterCard) às contas dos lojistas, seguindo estas regras:

  • O lojista receberá o valor das parcelas 30 dias após a compra.
  • As transações divididas em parcelas terão uma taxa / custo adicional cobrado do lojista
  • O lojista pode receber o valor total antes da conclusão do plano de parcelas, mas esse processo gera um adicional.

Em um carnê, o parcelamento funciona assim também, mas o dinheiro é disponibilizado assim que é feito o pagamento do carnê para aquele mês.

Parcelamento no carnê

Parcele suas compras no carnê e consiga comprar mais coisas em mais parcelas. (Foto: www.clientattraction.com)

Por que aprender como comprar parcelado no carnê?

Como um “plano de prestações” afeta o limite de crédito é definido pelo banco emissor do cartão, mas também com base em duas modalidades aprovadas pelo Banco Central do Brasil. Nas duas situações, o carnê pode apresentar vantagens claras.

Saldo acima do crédito

Aqui, o valor total da venda é retirado do saldo do crédito do cartão, afetando o limite geral de crédito disponível. O valor de cada parcela paga recupera o saldo total do limite de crédito.

Exemplo:

Comprar uma nova TV custa R$5000. O pagamento será dividido em 10 parcelas ou R$500 mensais. Na modalidade “Excesso de crédito”, o Banco reservará R$ 5.000 do limite total de crédito no cartão e cada parcela paga recuperará parte dessa reserva.

Para o consumidor, isso reduz o risco de endividamento, mas também o crédito disponível. O limite de crédito deve ser maior ou igual ao valor em dinheiro da venda. Esse parcelamento compromete o limite de crédito por vários meses. No exemplo acima, se o limite do cartão for R$5000, o limite de crédito acabaria no primeiro mês e teria uma disponibilidade de crédito de R$500 no segundo mês, R$1000 no terceiro mês e assim por diante.

Para o vendedor, restringe o potencial de vendas. A gama de compradores que usam planos de parcelamento é restrita àqueles que poderiam comprar o mesmo produto à vista. No exemplo acima, a venda só poderia ser feita para pessoas com cartões com um limite de crédito acima de R$5000.

Para o banco, reduz o risco de excesso de dívida. Ao limitar o total de parcelas criadas mensalmente usando o limite de crédito, os bancos podem reduzir o risco de insolvência pelo titular do cartão de crédito.

No caso do carnê, nada disso acontece. Porém, o risco aumenta para o vendedor e/ou o banco. Porém, este risco pode ser compensado com uma taxa de juros maior, compensando os riscos.

Valor das prestações acima do limite de crédito

Nesta modalidade, somente o valor da parcela é cobrado acima do limite de crédito, afetando o limite mensal que o consumidor possui.

Exemplo:

Comprar uma nova TV custa R$5000. O pagamento será dividido em 10 parcelas ou R$500 mensais. Nesta modalidade, o Banco reservará R$500 do limite do cartão.

Para o consumidor, aumenta o risco de endividamento, mas aumenta a capacidade de compra. O proprietário do cartão de crédito pode comprar mercadorias com um valor maior do que o limite de crédito, porque somente os valores das prestações serão cobrados. No exemplo anterior, o proprietário do cartão poderia comprar uma TV que custa R$5.000 com um cartão de limite de R$600, se as parcelas forem inferiores a R$600 por mês.

Para o vendedor, aumenta o potencial de vendas. Sem a restrição de limite, o comerciante poderia fazer vendas com base no valor da parcela. Se um consumidor tiver um limite de crédito de R$5.000, 10 TVs custando R$5.000 cada poderão ser compradas usando o mesmo cartão de crédito.

Para o banco, aumenta o risco de inadimplência do consumidor. Sem limitar o saldo geral, o banco se expõe a consumidores que fazem compras que excedem o limite de crédito disponível.

Usando um carnê, o vendedor ou o banco terá o controle do valor que será parcelado. Novamente, os juros serão usados para compensar os riscos.

Onde posso parcelar no carnê?

Cada banco ou loja oferece o modelo de parcelamento de acordo com o contrato com o consumidor. O conhecimento dos modelos permite que o lojista ofereça melhores condições de pagamento aos seus consumidores, maximizando assim o potencial de vendas em sua loja. Já o carnê é oferecido apenas por algumas empresas e você precisará passar por uma análise de crédito antes para poder parcelar no carnê.

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